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quinta-feira, 23 de março de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas' - Titãs (1987)



A banda de Rock Titãs com certeza foi uma das cinco maiores que já tivemos, atualmente a banda é formada por três membros originais, sendo que os oito principais foram saindo aos poucos, entre eles o baterista Charles Gavin que me inspirou a fazer essa série, pois para quem não sabe o músico apresenta o programa O Som do Vinil no Canal Brasil e o assunto é destacar Grandes Discos Brasileiros mostrando as faixas e entrevista com o autor de cada trabalho.

No ano de 1987 os Titãs era formado pelos oito integrantes que mais marcaram e de fato são considerados os melhores Titãs. Após três ótimos discos e que serão mostrados nesta série em breve, a banda lança o quarto trabalho chamado Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas que misturava composições bem ousadas, poesias, críticas e letras monossilábicas que era uma característica de trabalho do Arnaldo Antunes.




Após o fenômeno de sucesso, crítica e vendas Cabeça Dinossauro a banda tinha que produzir um disco com a mesma maestria e categoria do anterior e para isso além de contar com os oito integrantes teve a produção de Liminha que é um dos maiores produtores de discos de todos os tempos.

O álbum Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas teve o uso de experimentações com música eletrônica. Sua gravação ocorreu no estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro, e durou pouco mais de dois meses. Embora com influências do funk rock, o disco não perdeu seu cunho social, tratando apenas de problemáticas diferentes das abordadas por seu antecessor.


Titãs em 1986/1987

Para quem ouvia canções aleatoriamente e fazia isso com o Rock lá nos Anos 80 deve ter achado estranho este disco, meio sem pé e cabeça por causa do estilo e por causa de algumas canções que repetiam as mesmas frases numa tomada de um a dois minutos, a exemplo de "Todo Mundo Quer Amor" que abre o disco e logo nota uns gritos do Arnaldo Antunes e os demais integrantes sonorizando com suas bocas. O mesmo acontecia na faixa "O Inimigo" onde haviam três frases curtas. A faixa título tinha a mesma "pegada".

O disco foi qualificado como "difícil de entender", pois, segundo André Singer da Folha de S. Paulo. Mario Cesar Carvalho, escrevendo para o mesmo jornal, notou que, diferente do disco anterior, este tratava de problemas ligados ao cotidiano, como o amor, a comida, a diversão, a desordem e a mentira. No entanto, notou os "ares de manifesto" em "Comida", declarando que o disco "é mais uma listagem poética de reivindicações urgentes".


Titãs em 86/87

Sem dúvidas o disco é uma metáfora, uma epopeia poética, uma ousadia frenética, um tiro certo no alvo que os Titãs fizeram e que hoje em dia não dá mais certo, a não ser em canções de gostos duvidosos.


Integrantes da banda neste disco

Arnaldo Antunes: voz
Branco Mello: voz
Charles Gavin: bateria e percussão
Marcelo Fromer: guitarra
Nando Reis: baixo e voz
Paulo Miklos: voz
Sérgio Britto: teclados e voz
Tony Bellotto: guitarra
 

No disco além das faixas de uma frase só temos as obras primas e começo por "Comida" que na minha opinião é uma das vinte melhores canções brasileiras de todos os tempos. A canção era um protesto e teve uma letra  criativa, assim como a melodia que usou batidas eletrônicas e sintetizadores. A canção "Diversão" segue o mesmo panorama de criatividade. A faixa "Desordem" era uma canção de Rock mais tradicional com bons riffs de guitarra. A canção "Lugar Nenhum" é outra que se tornou um clássico da banda onde vemos uma influência totalmente ligada ao Punk-rock, mostrando a versatilidade da banda.

Pra fechar a faixa "Nome aos Bois" interpretada por Nando Reis, causando polêmica na época do seu lançamento por causa da citação de 34 nomes de pessoas do Brasil (incluso o período sob o Império Português) e de outros países, dentre eles Estados Unidos, Haiti, Uganda, países que viviam sob outros regimes (Estado Espanhol, Reino da Itália e Alemanha Nazista) e países que não existem mais (União Soviética), que se tornaram famosas pelos males que causaram à humanidade entre o século XVIII e o período contemporâneo da composição da música


Faixas

Vejam abaixo o título das treze faixas e abaixo de cada faixa o nome dos autores:



1
Todo Mundo Quer Amor
Arnaldo Antunes

2
Comida 
Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer, Sérgio Britto

3
O Inimigo 
Branco Mello, Marcelo Fromer, Tony Bellotto

4
Corações e Mentes 
Marcelo Fromer, Sérgio Britto

5
Diversão 
Nando Reis, Sérgio Britto

6
Infelizmente 
Sérgio Britto

7
Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas 
Marcelo Fromer, Nando Reis

8
Mentiras
Marcelo Fromer, Sérgio Britto, Tony Bellotto

9
Desordem
Charles Gavin, Marcelo Fromer, Sérgio Britto

10
Lugar Nenhum
Arnaldo Antunes, Charles Gavin, Marcelo Fromer, Sérgio Britto, Tony Bellotto

11
Armas pra Lutar
Arnaldo Antunes, Branco Mello, Marcelo Fromer, Tony Bellotto

12
Nome aos Bois
Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer, Nando Reis, Tony Bellotto

13
Violência 
Charles Gavin e Sérgio Britto



Ouça o Disco







quarta-feira, 22 de março de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Samba Esquema Novo' - Jorge Ben Jor (1963)



Nesse 22 de março comemoramos os 72 anos de idade de um dos maiores cantores de todos os tempos da história da música brasileira e mundial. Trata-se de Jorge Ben Jor que tem uma das carreiras mais sólidas e vitoriosa, sobretudo nos anos 60, 70 e 80.

Carioca de Madureira, mas criado no Rio Comprido, Jorge Ben queria ser jogador de futebol, mas acabou seguindo o caminho da música, presente em sua vida desde criança. Ganhou seu primeiro pandeiro aos treze anos de idade e, dois anos depois, já cantava no coro de igreja. Aos dezoito, ganhou um violão de sua mãe e começou a se apresentar em festas e boates, tocando bossa nova e rock and roll. 


Jorge Ben nos anos 60


Pai do Samba Rock

Jorge não sabia ao certo que estilo seguir, mas era muito bom em canções como da Jovem Guarda, a Bossa Nova e o samba tradicional. Antes de gravar seu primeiro disco, Jorge lançava a canção  "Mas que Nada" e lá se notava uma mistura de ritmos . O balanço inovador dos arranjos fez da canção um grande sucesso no Brasil. "Mas Que Nada" não é uma canção que se enquadre na bossa nova tampouco no samba tradicional. Não por acaso, ela demorou para ser aceita pelo meio musical brasileiro, sendo gravada primeiramente pelo grupo Tamba Trio, em 1963.



 
Lançamento do  Samba Esquema Novo

Após algumas apresentações e com o sucesso de algumas canções de sua autoria, em 1963 Jorge Ben Jor lançou o primeiro LP, Samba Esquema Novo, acompanhado pelo conjunto de samba jazz Meirelles e os Copa Cinco. Nessa época Jorge Ben Tornou-se unânime entre os críticos musicais da época, pois vinha com uma batida nova, o chamado Samba rock, que agradava ao mesmo tempo grupos extremos como a Bossa Nova e a Jovem Guarda.

Com certeza esse seu disco é um dos mais influentes da história da nossa música e acredite, ele ainda é tocado em algumas casas de shows que toca samba ou o samba rock. Das doze faixas deste disco várias fizeram sucesso e já foram revisitadas por outros artistas e inclusive Jorge Ben Jor.

Podemos dizer que esse disco é gigante, é esplendoroso, assim como é o nosso Brasil, passando por letras e composições geniais e melodias francas, criativas e únicas, assim como nosso Brasil que tem em comum um impávido colosso e fomos apresentado a este novo mundo, o mundo de Jorge.


Matéria de 1963 falando sobre o disco Samba Esquema Novo

Entre as faixas, tivemos pelo menos quatro mega hits, a começar por "Mas que Nada" que dizem ser o seu maior sucesso e acredito que seja pelo fato de se tornar uma das canções mais tocadas no exterior. A canção "Chove Chuva" foi outro fenômeno de sucesso e ainda toca em rádios especializadas e bailes da saudade. "Por Causa de Você Menina" é outro grande sucesso e este já tocava antes mesmo do lançamento deste disco. "Balança Pema" é outro exemplo da genialidade de Jorge Ben em compor as letras e a melodia que traz toda aquela magia e a mistura do samba com Bossa Nova, tornando o seu samba rock.


Faixas

Faixa Título Compositor(es)



1
Mas que Nada 
Jorge Ben Jor
2
Tim, Dom, Dom 
João Mello, Codó
3
Balança Pema 
Jorge Ben Jor
4
Vem, Morena, Vem 
Jorge Ben Jor
5
Chove Chuva 
Jorge Ben Jor
6
É Só Sambar 
Jorge Ben Jor
7
Rosa, Menina Rosa 
Jorge Ben Jor
8
Quero Esquecer Você
Jorge Ben Jor
9
Uala Uala-la
Jorge Ben Jor
10
A Tamba
Jorge Ben Jor
11
Menina Bonita Não Chora
Jorge Ben Jor
12
Por Causa de Você Menina
Jorge Ben Jor



Ouça o Disco




terça-feira, 21 de março de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Canto das Três Raças' - Clara Nunes (1976)



Se é uma voz que tenho o prazer de ouvir e até me emocionar é Clara Nunes que tem interpretações magníficas, suaves, fortes, viscerais e esplendorosas. Ela marcou imensamente na nossa música brasileira com canções que são eternizadas assim como a sua voz e infelizmente ela partiu, nos deixando em 1983 e sinto saudades de uma pessoa que jamais vi, pois nasci três anos depois de sua morte, mas uma voz como a dela faz muita falta.


Clara Nunes gravou 16 discos em sua carreira e alguns merecem o destaque entre os Grandes Discos Brasileiros, mas o meu trabalho favorito dela é Canto das Três Raças que foi lançado em 1976 impactando a MPB que vivia um momento bom, porém não se esperava um trabalho tão perfeito e com uma musicalidade viva e de boa fibra como fazia Clara e sua banda.


Parte do encarte do disco Canto das Três Raças

O disco logo começa com a faixa título "Canto das Três Raças" que é a melhor canção do disco e tem uma abertura espetacular, terminando em apoteose. A letra desta canção foi composta por Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte. A canção contou com uma ótima melodia com batuques expressivos e a voz poderosa de Clara que deixou esta canção ser uma das melhores de todos os tempos.



No álbum conta com autorias de Nelson Cavaquinho, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, entre outros. Na canção "Embala Eu" conta com a participação de Clementina de Jesus, também um dos nossos grandes nomes da música. 

Destaco a canção "Lama" que é um samba bom de se ouvir com uma letra forte e com uma ótima interpretação de Clara Nunes. Na canção "Alvoroço no Sertão", Clara mostra seu lado flexível, cantando uma canção tipicamente nordestina. Finalizando com a divertida "Fuzuê", mostrando o bom humor nas interpretações de Clara.


Clara Nunes nos Anos 70

Faixas

Faixa Título Compositor(es)



1 Canto das Três Raças Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte
2 Lama Mauro Duarte
3 Alvoroço no Sertão Raymundo Evangelista e Aldair Soares
4 Tenha Paciência Nélson Cavaquinho e Guilherme de Brito
5 Ai Quem Me Dera Vinicius de Moraes
6 Riso e Lágrimas Nélson Cavaquinho, Ruben Brandão e José Ribeiro
7 Basta um Dia Chico Buarque
8 Fuzuê Romildo Bastos e Toninho Nascimento
9 Meu Sofrer Bide e Marçal
10 Retrato Falado Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro
11 Embala Eu Albaléria



Ouça o Disco




segunda-feira, 20 de março de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Calango' - Skank (1994)


Uma das maiores bandas de Pop-Rock ou apenas Rock Nacional apareceu com uma temática diferente logo no início dos Anos 90, precisamente em 1991. A banda Skank resolveu misturar ritmos e buscou influencias do reggae do Bob Marley, da musicalidade dos Paralamas do Sucesso e da forma de compor bem parecido com Titãs, Jorge Ben Jor e Gilberto Gil, mas, eu digo novamente em caps lock, MAS a banda conseguiu desvincular de todas suas influências e se tornar uma banda única, sobretudo em 1994 com o lançamento do álbum Calango. que foi um caldeirão de ritmos, tornando-se um trabalho infalível, completo, divertido e destemido.




Como disse na postagem sobre a banda Raimundos, os Anos 90 foi definitivamente a década que revelou as últimas grandes bandas de Rock, claro que de 2000 até 2017 alguns nomes apareceram, mas em quantidade e qualidade foram pouquíssimas. Skank podemos afirmar que é a banda "ponta de lança" desta década, pois conseguiu agradar a muitos ouvidos, do novo ao velho, homens e mulheres no Brasil, pois a banda trazia boas mensagens, letras divertidas e, claro sua criatividade instrumental.

Quando surgiu Calango em 1994 vivíamos um bom momento na nossa música e era difícil definir qual o melhor disco daquela época, mas terminou com avaliações em notas máximas e vendas ultrapassando um milhão de cópias, sendo um sucesso estratosférico e o Skank entrava definitivamente no hall das melhores bandas de todos os tempos, mesmo que se encerrasse no mesmo ano.


Contracapa do disco

O álbum já chamava a atenção pela arte de capa, e foi tendência de todos os seus trabalhos, assim como tendência foram suas músicas desde sempre.

Não sei exatamente, mas acredito que deste disco pelo menos sete músicas foram singles em todo o Brasil, isso porque em dois anos e meio diferentes canções deste disco tocavam nas rádios, mas há de destacar que cada faixa merecia ser single, por ter sido um disco daqueles especiais onde todas as músicas eram boas.

As canções de maiores destaques foram "Jackie Tequila" que tinha uma pegada toda em reggae e uma letra extremamente criativa, sendo a minha faixa favorita. Outra faixa de sucesso foi "É Proibido Fumar" que até hoje os fãs pedem que a banda cantem, pois a canção foi completamente modificada e passava longe da versão de Roberto Carlos, tornando-se única. 


Skank nos Anos 90

As divertidas canções "Esmola" e "Pacato Cidadão" tinham letras que tinha um lado moral e social, mas destaca-se pelo estilo Ska de tocar e efeitos criativos como vemos nos teclados. Outra canção ótima de se ouvir e relaxar era "O Beijo e a Reza" que tinha uma malemolência em sua totalidade. Finalizando com uma das canções que mais toca em festinhas, ainda mais quando se trata dos anos 90 trazendo nostalgia que é a "Te Ver" que tem uma composição perfeita.


Integrantes da banda neste disco

Samuel Rosa - guitarra, voz
Henrique Portugal - teclado e vocal de apoio
Lelo Zaneti - baixo
Haroldo Ferretti - bateria


Há de ressaltar que neste disco dez das onze canções foram compostas por Samuel Rosa e Chico Amaral, sendo que sete delas foram unicamente compostas por essa dupla que continuou a compor nos trabalhos seguintes.


Faixas


Faixa Título Compositor(es)



1
Amolação 
Samuel Rosa e Chico Amaral
2
Jackie Tequila
Samuel Rosa e Chico Amaral
3
Esmola
Samuel Rosa e Chico Amaral
4
O Beijo e a Reza
Samuel Rosa e Chico Amaral
5
A Cerca
Samuel Rosa, Fernando Furtado, Chico Amaral
6
É Proibido Fumar
Roberto Carlos, Erasmo Carlos
7
Te Ver
Samuel Rosa, Lelo Zaneti, Chico Amaral
8
Chega Disso!
Samuel Rosa e Chico Amaral
9
Sam
Samuel Rosa e Chico Amaral
10
Estivador
Samuel Rosa e Chico Amaral
11
Pacato Cidadão
Samuel Rosa e Chico Amaral



Ouça o Disco




Principais Faixas

"Jackie Tequila"



"Te Ver"



"Pacato Cidadão"



Grandes Discos Brasileiros | 'Só no Forevis' - Raimundos (1999)



Quando o assunto é o Rock Brasileiro, muitos discos vem em nossas mentes, mas se usarmos um filtro e selecionar apenas o Rock Brasileiro dos Anos 90, ainda assim muitos discos aparecerão nas nossas lembranças, mas se filtrarmos ainda mais e selecionar disco Punk Rock Moderno dos Anos 90? Acho que um disco que vem em primeiro, segundo u até em terceiro lugar na mente de vocês aparecem o disco Só no Forevis, que foi lançado em maio de 1999 pela banda Raimundos, uma das melhores que já tivemos.




Os Anos 90 foi um ano bom para o Rock Brasileiro com grandes nomes que surgiram e algumas bandas dos Anos 80 ainda conseguiam lançar bons discos e singles e acho que foi a última e boa década de surgimentos de boas bandas e uma delas com certeza foi os Raimundos, que foi formada em 1987, mas só a partir de 1992 que a banda segui a passos largos.

Com certeza vamos falar de um outro disco da banda, mas vamos de Só no Forevis que foi o último grande álbum da banda. Lançado em 1999 o álbum marcou o retorno da banda a suas raízes musicais através das letras maliciosas e satíricas. Foi o álbum mais vendido da banda e a que teve as melhores críticas.


encarte do álbum Só no Forevis

Antes de ouvir o álbum logo notávamos a capa fazia uma sátira a grupos de pagode que "bombavam" naquela década. A banda usava trajes de pagodeiros e Rodolfo Abrantes usava um pandeiro.



Raimundos em 1999

O disco era uma sátira atrás da outra, lembrava de fato seus primeiros trabalhos ou outras bandas como Mamonas Assassinas. Era uma "paulada" atrás da outras, músicas muito bem produzidas com trincheiras de Punk-Rock um pouco mais moderno, mas haviam canções mais Pop, porém com o mesmo sucesso e aceitação do público. O disco apesar de não apresentar músicas com letras poéticas ou com o português totalmente correto, há de ressaltar a qualidade instrumental e de produção, mas as letras também que apesar de cômicas e sátiras tinha sua licença poética. 


Integrantes dos Raimundos neste álbum:

Rodolfo Abrantes – Vocal
Digão – Guitarra e Vocal
Canisso – Baixo
Fred Castro – Bateria
 

Pelo menos quatro canções tocaram nas rádios, mas com certeza duas músicas foram grandes fenômenos de sucesso, a começar pelo hit pesado "Mulher de Fases" que ficou nas paradas de sucessos por mais de um ano, sem falar que a canção de vez em quando é tocada em rádios especializadas. Outro grande hit foi "A Mais Pedida" que tinha um ritmo mais alternativo, nada de tão pesado, ainda contava com a participação de Érika Martins, da banda Penélope, nos vocais.

Além destes dois grandes hits, outras canções tocaram nas rádios como "Me Lambe" e "Aquela", porém destaco outras canções boas do álbum como "Fome do Cão" e "Mato Véio".


Faixas

Faixa Título Compositor(es)



1
Só no Forevis (Selim) 
Cristiano Telles, Raimundos
2
Mato Véio 
Rodolfo, Fred
3
Carrão de Dois 
Rodolfo
4
Fome do Cão 
Rumbora, Rodolfo, Digão
5
Mulher de Fases 
Rodolfo, Digão
6
Alegria 
Martin Luthero e Danilo
7
A Mais Pedida 
Rodolfo, Digão, Canisso, Fred
8
Boca de Lata 
Rodolfo, Rodrigo Nuts, Zé Gonzales
9
Me Lambe 
Rodolfo, Digão, Fred
10
Pompem 
Rodolfo, Digão
11
Deixa Eu Falar 
Alexandre Carlo, Black Alien, Rodolfo, Digão, Fred
12
Aquela 
Gabriel Tomás
13
Língua Presa 
Martin Luthero, Rodolfo, Digão
14
Mulher de Fases (A Linda)
Rodolfo, Digão



Ouça o Disco




Playboy Março / Abril de 2017 - Letícia Datena (Capa)



A Revista Playboy divulgou no seu site a algum tempo que a modelo Letícia Datena será a nova estrela e sua capa foi divulgada. A modelo é filha do apresentador José Luiz Datena e ela aparecerá pela segunda vez na revista, porém a primeira vez não foi em ensaio, mas desta vez ela protagonizou um ensaio 

As fotos serão feitas na semana do Carnaval, em uma vinícola no Sul do Brasil. A proposta do ensaio é mostrar toda a elegância e bom gosto da bela Leticia, que está com 30 anos, recém completados. “Que bom que não fiz antes, porque aos 30 estou em minha melhor forma”, diverte-se a modelo.




No site da Playboy ela emite uma nota informando que a as edições passarão a ser trimestrais, isso por conta da realidade do mercado editorial brasileiro, que é de fato verdade. Veja a nota abaixo:


Sobre a Playboy  

Com a edição da Leticia Datena na capa, a Playboy Brasil passa a ser trimestral. A mudança na periodicidade é mais uma decisão tomada buscando adequação à realidade do mercado editorial brasileiro. “O país passa por uma crise e o mercado editorial também. Temos que nos adequar para garantir ao público que a Playboy sempre existirá e com a qualidade que lhe é peculiar. Entramos em banca a cada estação do ano: verão, outono, inverno e primavera. No final de março as bancas receberão uma linda edição de outono, que além da Leticia Datena na capa, o que é uma ótima conquista para nós, terá ainda a Alinne Rosa, Marília Moreno, Oscar Schmidt, Evie Dee, Claudia Ohana, entre outros. Traremos uma edição linda, com a qualidade que o leitor da Playboy espera e merece”, explica Marcos de Abreu, presidente da publicação.



sexta-feira, 17 de março de 2017

Camila Pitanga, Taís Araújo e Juliana Paes são destaques da capa da Revista Estilo



Uma das revistas femininas mais famosas do país, a Estilo, estampou em sua capa para o mês de março as atrizes Camila Pitanga, Taís Araújo e Juliana Paes. É uma homenagem da revista ao mês da mulher.





Grandes Discos Brasileiros | 'Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão' - Marisa Monte (1994)



Dando sequência a série Grandes Discos Brasileiros, o próximo trabalho é um dos meus dez discos favoritos como daqueles que foram produzidos de forma primorosa, com qualidade extrema unindo boas letras, grandes arranjos e a voz de Marisa Monte que em 1994 era até então a que mais chamava a atenção.

Marisa Monte começou sua carreira em 1987, mas ela se preparou muito para chegar ao melhor nível de voz e interpretação. Estudou canto, piano e bateria na infância. Em 1982, participou do musical The Rocky Horror Show, dirigido por Miguel Falabella, com alunos do Colégio Andrews. Iniciou o estudo de canto lírico aos catorze anos.



Foi no ano de 1989 que o Brasil conheceu de fato Marisa Monte com um disco espetacular com grande interpretações. Desde então seus shows e convites para presenças em programas de rádio e TV eram a todo instante, porém a cantora sempre foi reclusa de participações na mídia, focando mesmo em shows e trabalhos em estúdio.

Em 1994 Marisa nos presenteia com o estratosférico Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão, um dos discos mais elogiados daquele ano que foi um ano inesquecível com grandes discos, mas das minhas vagas lembranças daquela época este disco foi o mais aclamado, chegando a vender mais de um milhão de cópias.


Marisa Monte em 1994


O disco debutou na primeira posição dos discos mais vendidos no Brasil. Se tornou o terceiro álbum consecutivo de Monte a alcançar essa posição na parada musical. Foi o primeiro disco de Marisa Monte produzido pela própria cantora. É considerado pela crítica como o melhor trabalho dela.

Algumas canções deste álbum foram executadas nas rádios, mas não vejo uma canção de tanto sucesso como foi "Segue o Seco" que além de ter sido muito bem produzida e composta por seu grande parceiro Carlinhos Brown, a canção teve um clipe com uma produção única e que foi premiada com oito troféus do VMB, o MTV Video Music Brasil.



Outra canção de grande destaque é "Na Estrada" que é uma das minhas faixas favoritas, mas talvez você não entenda o que ela quer dizer e até tornou motivo de discussão, mas a letra composta por Marisa havia um sentido e fez lembrar velhas canções da época do Tropicalismo. A canção "Balança Pema" que foi um grande sucesso de Jorge Ben Jor fez parte do repertório e foi bastante esecutada nas rádios.


Contracapa do disco


Faixas



Faixa Título Compositor(es)



1
Maria de Verdade
Carlinhos Brown
2
Na Estrada 
Carlinhos Brown/Marisa Monte/Nando Reis
3
Ao Meu Redor 
Nando Reis
4
Segue o Seco 
Carlinhos Brown
5
Pale Blue Eyes
Lou Reed
6
Dança da Solidão
Paulinho da Viola
7
De Mais Ninguém
Arnaldo Antunes/Marisa Monte
8
Alta Noite 
Arnaldo Antunes
9
O Céu 
Marisa Monte/Nando Reis
10
Bem Leve 
Marisa Monte/Arnaldo Antunes
11
Balança Pema 
Jorge Ben Jor
12
Enquanto Isso
Marisa Monte/Nando Reis
13
Esta Melodia
Bubu da Portela/Jamelão



Ouça o Disco




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